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DA REDAÇÃO | 12 de Agosto de 2017 08h38

Por influência do pai, filho cresce com vontade de "fazer arte"

VIOLEIROS

As lembranças dos primeiros shows em que Gabriel Sater viu o pai tocar permanecem. “Eu ficava arrepiado de estar ali. Ouvia cada música atentamente, sentado em meio à plateia”, conta ele. 

Nem pensa antes de dizer que Almir é o “grande ídolo” e que se espelhou nele ao escolher as carreiras de músico e ator. 

Ele morou com a mãe durante a infância e cresceu ouvindo não somente o pai, mas toda a família tocando. 

A paixão pela música surgiu aí e cresceu enquanto entendia que o pai estava fazendo história com uma viola na mão. “Fui descobrindo que aquilo que ele fazia com o instrumento era demais, que o estilo dele de tocar e de compor significava uma revolução musical e que ele estava fazendo escola na MPB”, diz Gabriel.

O mesmo aconteceu em relação à atuação, quando o pai estreou como ator na novela “Pantanal”, em 1990. “Isso também estava na nossa veia musical. Eu era muito fanático, assistia sempre à novela. Aquele universo ficou marcado na minha memória de criança e isso refletiu na minha paixão por essa carreira também”.

Decidiu ser músico aos 17 anos, apesar da desconfiança da mãe. Ela logo cedeu. Almir apoiou desde o início, e continua apoiando. 

O sobrenome abriu algumas portas, mas nunca facilitou nada. Apesar do apoio aberto, Almir não ajudou diretamente a alavancar a carreira do filho. Gabriel afirma que sempre entendeu o porquê. 

“Apesar de sempre apoiar e confiar no meu talento, nossas carreiras sempre foram totalmente independentes.

Ele nunca fechou show para mim e eu sempre tive esse espírito independente de querer ir lá e fazer eu mesmo. Paternidade e carreira são coisas que separamos. O que tive, sempre que precisei, foram os conselhos dele”, revela.

Pai e filho são vizinhos atualmente e moram em São Paulo (SP). Têm-se visto pouco, entretanto, porque estão atolados de trabalhos. 

Almir está em turnê com o projeto “Tocando em Frente”, enquanto Gabriel divulga o disco “Indomável”. Recentemente esteve no Festival de Inverno de Bonito (FIB) e apresentou o novo trabalho, que foi elogiado.

Além disso, o filho está produzindo clipes musicais com ídolos como Renato Teixeira e Sérgio Reis. Como ator, a carreira também vai bem. Ele conta que está envolvido em diversos trabalhos nessa área. 

Espera, agora, a oportunidade de estar ao lado pai no palco novamente. “É maravilhoso, acho que a última vez que tocamos juntos foi em Campo Grande, há muitos anos. Somos dois artistas singulares no palco, e isso é muito legal”.

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